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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Encontranmos a felicidade nas coisas mais simples!



Não criei o blog com propósito de narrar nada sobre minha vida, mas ao pensar em felicidade genuína (que eu tenha visto), só teria a opção de narrar essa história que aconteceu há aproximadamente uns sete meses atrás. 
E, o dia hoje foi  tão louco, estava tão preocupada, stressada com tanta coisa na cabeça, que por pouco eu não mudei o post de hoje, mas estava tão determinada em falar sobre FELICIDADE, que eu não poderia deixar para outro dia. 
Não aconteceu agora, tem um tempo, eu estava chegando na faculdade,  como sempre, toda enrolada com minha bolsa, livros e processos. 
Não era um dia comum, era tipo esses dias que acordamos,  sem querer levantar da cama, então ao subir a escada da entrada da Cândido Mendes, ainda nos primeiros degraus, um menino (desses que ficam no Centro do Rj, vendendo bala) me disse: "UAUUUU é um boneco dos minions, do Meu Malvado favorito!" 
Eu olhei para trás,  pois o meu chaveiro é um minion, ou melhor era, e o menino estava olhando para mim, eu voltei e perguntei se ele queria ver e ele disse: pode? Eu falei, claro! E, gente, os olhos dele brilhavam! Eu fiquei pensando comigo, nossa é só um chaveiro da Disney e olhei para o relógio, ao ver que além de toda enrolada com o monte de coisas que estavam nas minhas mãos eu também estava atrasada, tirei o boneco e diswe, fica para você.  Ele disse: Sério ?! 
E eu respondi: Serinho rs, pode ficar. E fui para minha aula. Aquela manhã estava pesada para mim, a vontade era de nao ter acordado, não prestei atenção em nada nas aulas, só conseguia ficar vendo o sol lá fora, os aviões decolando do Aeroporto Santos Dumont (pois a sala de aula tem uma vista muito bonita pela cidade). 
Quando terminou aquilo tudo, guardei algumas coisas no armário. Fui comer uma salada bem rapidinho para chegar ao estágio, e com quem me deparo? Com o menininho que dei o chaveiro.
Como toda moradora do Rio de Janeiro, que sabe a violência que está na cidade, perguntei se ele estava me seguindo? Ele disse que sim, para me dar um beijo!
Gente, eu fiquei assim "hã"? 
Ele falou, tia, eu não sou bandido, não! Só que você realizou meu sonho, eu pedi ao papai noel um minion eu gosto muito do desenho e ele não me deu. Posso te dar um beijo no rosto? Eu abaixei-me e ele me abraçou, putz, foi um abraço tão verdadeiro de uma criança que tive vontade de chorar. Tudo de ruim que estava sentindo parecia ter se dissipado.  
Eu perguntei a ele, o que era aquilo na mão? Ele disse que só poderia voltar lara casa depois de vender todas aquelas balas (infelizmente, a exploração infantil é realidade triste aqui e acho que em todo o Brasil). Perguntei: onde está sua mãe? Ele respondeu: em casa, tia, onde ela "ia tá"? E eu comprei todas aquelas balas, ele achou estranho, perguntou: quer tudo mesmo, tia? Eu disse: sim, me dê tudo! E o sorriso dele foi ainda maior. 
Njnca vou me esquecer o que aquele menino me disse rs.
TIA, VOCÊ PARECE UM ANJO, HOJE. Rs fiquei tão feliz de ver aquele sorriso, distribui jujuba para os porteiros do prédio,  os seguranças lá do estágio,  meu chefe.
Conversando com um amigo,  ele mencionou meio que de brincadeira: a jujuba do amor, como pode uma coisa tão simples fazer duas pessoas felizes!?
Fiquei pensando no que ele disse e como de hábito fui ler algo antes de dormir, e como se tudo fosse uma sintonia, li os versos abaixo:
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Martha Medeiros

O amiguinho que está cuidando do meu chaveiro e me fez tão feliz naquele dia, não tem nome, pois não perguntei, deve ter entre sete à dez anos e provavelmente está fora da escola.
Nunca mais o encontrei, peço à Papai do Céu que guarde-o e não deixe que ele se desvie para o caminho mau!



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