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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O que pensam sobre você, importa?

"Não tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito. Faça a sua parte. Se doe sem medo. O que importa mesmo é o que você é." Mahatma Gandhi 


É meus queridos, o que eu costumo de chamar de nuvens de pensamentos, há uns dois dias vem sendo ventania de pensamentos.
São tantas coisas passando pela minha cabeça, que peguei-me indagando sobre algo que jamais pensei me indagar ou indagar a alguém: se o que as pessoas pensam de nós, verdadeiramente importa?
Fiz essa pergunta a minha melhor amiga, que infelizmente está a um oceano de distancia de mim e ela riu! Disse que jamais passou por sua mente se eu me importo com a opinião alheia.
É mas ultimamente eu ando me importando, e muito, sobre o que as pessoas pensam de mim?
O que meus parentes distantes pensam de mim?
O que o zelador do meu prédio pensa de mim? Principalmente de manhã cedo, quando me vê sair com óculos escuro, caindo de sono, dando aquele "bom dia" (só para ser educada), mas louquinha para voltar para minha cama.
O que os meus vizinhos, que eu muito mal conheço (por não parar em casa) pensam de mim?
O que uma pessoa que me conheceu sozinha em outro Estado pensa de mim?

Outro dia me disseram; Thais, o mundo é mal e você parece que não percebe isso, no mesmo dia minha mãe me disse: filha o mundo é mal, se liga!

Eu fui criada com tanta liberdade, meio, "vai lá e se vira porque não vamos estar aqui para sempre". Sem muitas restrições. Viajando com os colegas ainda adolescente; organizando festa; namorando quem eu quisesse e apresentando a tal pessoa quando EU achasse conveniente; saindo da capital do Rj à Paraty (sul do Estado do Rj) sozinha aos 17 para um aniversário ou porque resolvi no Sábado de carnaval não ficar no Rio e curtir em outro lugar. Sempre ouvindo meus pais (principalmente o meu pai) falarem: Juízo, filha...olha lá o que você vai fazer, senão perco a confiança. rsrsrs até hoje, com quase 25 anos na cara eles dizem isso, e gora eu penso, não é um pouco ultrapassada essa frase?

Uma época sismei em morar sozinha, tinha 18 anos (não trabalhava, nunca precisei trabalhar), pensei que meus pais fossem "brecar" minhas inscrições para vestibular fora da cidade do Rio, mas não, eles me apoiaram. Na época eu só passei para vestibular militar e putz...Eu? Militar? Com toda liberdade que sempre tive? Nunca. Óbvio eu desisti de morar sozinha.
Dois ou três anos depois, resolvi viajar sozinha, sozinha mesmo!
Não que eu nunca tivesse viajado sozinha, foram várias as vezes que sai do Rio para por minha mente em ordem e voltar para esse caos que é a capital (acho que sempre quis morar no interior); mas dessa vez quis sair do país...meus pai fez uma cara e falou: que tal o Nordeste? Eu topei e fiquei vinte dias rodando o Estado do Ceará, foi incrível, fiquei hospedada num hotel em fortaleza e de lá eu ia trassando minhas rotas, vi a pobreza extrema, as meninas que as mães colocam para se prostituir na beira da estrada, e também quis conhecer a área mais nobre. Foi uma experiência muito interessante. 
Percebi que sou responsável, sei cuidar de mim, me viro no aperto, entre outras coisas. Próxima viagem, quem sabe o Peru...sempre tive muita vontade de conhecer Machu Picchu, vamos ver, se rola.

Mas o que está em questão é que a frase que pus de Gandhi, sempre foi muito real na minha vida, acho que meus pais, ou melhor, minha mãe, por ter me gerado aos 41 anos, sempre quis fazer de mim alguém forte, sem muitos medos, sem ser muito dependente e principalmente convicta de quem eu sou, porém, as vezes, parece que acho que as coisas deveriam ter sido diferentes, não sei por que? 
Ou talvez eu até saiba por que? É ruim ouvir, "mas eu não te conheço", de alguém que te julga só por ter te conhecido sozinha numa Cidade diferente e perceber que a pessoa, talvez tenha medo que você seja uma das pessoas más desse mundo mau.
Mas quer saber... pouco importa o que um qualquer pensa de mim só por estar viajando só... eu amo viajar sozinha, amo minha companhia, amo viajar com os amigos e por sinal, amo meus amigos!
É isso, eu sou a Thais que faz faculdade de direito e prefere civil a penal, ama animais, gosta de uma pitada de aventura (como rapel por exemplo), não consegue ficar um mês sem ler um livro, adora frequentar cafés e livrarias, não gosta de balada, curti ficar em casa (às vezes) assistindo séries ou vendo documentários, que é romântica mas não grudenta, adora escrever, relatar viagens, dias legais ou até dias ruins mesmo (só para vê se ele termina mais rápido) e por aí vai. 
Que se dane, se um caipira qualquer acha isso anormal, porque em pleno século XXI isso é a coisa mais normal desse mundo!
CONTINUAREI SENDO EU MESMA...SE ACHAR QU DEVO MUDAR, MUDO, SE NÃO, NÃO MUDO!
Pronto desabafei...
Estou me sentindo Alvo Dumbledore (do Harry Potter) em sua penseira kkkkkk (quem viu Harry Potter e o Cálice de Fogo sabe o que estou falando) kkkkk...nossa só eu mesma!

E lá se vai, mais uma enorme nuvem que eu precisava dissipar da minha cabecinha pensante!
Beijos





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